sexta-feira, 3 de junho de 2011

Segundo a tradição judaica, 40 dias antes de um menino nascer, uma voz celestial grita o nome da pessoa com quem ele se casará!

No caso, o nome "Sarah" foi gritado para Albert em algum momento de 1917. A união dos dois foi longa, amorosa e resistente.

Eles se conheceram numa entrevista de emprego em Brighton Beach - ele era diretor de uma escola e ela procurava emprego Ijcomo professora de inglês. Os dois discordaram em várias ques¬tões, e ela foi embora pensando "Lá se vai o emprego". Mas ele a I contratou e admirou. E meses depois, chamou-a à sua sala.

 Você está tendo algum relacionamento amoroso? - perguntou.
- Não — ela respondeu.
- Bom. Por favor, continue assim. Porque pretendo pedi-la m casamento.

Sarah conteve uma risada.
- Mais alguma coisa? - perguntou.
- Não.
- Certo - disse ela, e saiu
 
 
 
Ele demorou meses para ir em frente, dominado pela timidez, mas acabou indo, e os dois namoraram. Ele levou-a a um restaurante. Levou-a a Coney Island. Na primei-vez em que tentou beijá-la, ficou com soluços.

Dois anos depois, estavam casados.
Em mais de seis décadas juntos, Albert e Sarah Lewis criaram quatro filhos, enterraram uma filha, dançaram no casamento dos filhos, compareceram ao enterro dos pais, deram as boas-vindas a sete netos, viveram em apenas três casas e jamais pararam de apoiar, debater, amar e tratar com carinho um ao outro. Podiam discutir, e até se distanciarem um pouco, mas os filhos os viam à noite, através da porta, sentados à beira da cama, de mãos dadas.

Eles realmente formavam uma equipe. Do púlpito, o Rebbe a provocava dizendo
 
 Desculpe, minha jovem, poderia nos dizer seu nome?

Ela contra-atacava dirigindo-se às pessoas:
- Passei 30 anos maravilhosos com meu marido, e nunca me esqueci do dia em que nos casamos, 3 de novembro de 1944.
- Espere... - dizia alguém, fazendo as contas - Isso foi há mais de 30 anos.
— Sim — dizia ela. — Mas na segunda-feira você tem 20 mi¬nutos fantásticos, na terça tem uma hora ótima. Se somar tudo, vão ser 30 anos maravilhosos.

Todo mundo ria, e o marido se iluminava. Numa lista de sugestões para jovens clérigos, uma vez o Rebbe escrevera: "Encontre uma boa parceira."

Ele tinha encontrado a sua

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