sexta-feira, 28 de setembro de 2012


E você, sente saudades de quê?

Tem gente que sente saudade de quando era criança, de pegar fruta no pé, de correr na rua, de andar despreocupado e de correr até ralar o dedinho do pé no chão.

Tem gente que saudades de ser adolescente, de sentir novamente a sensação do primeiro amor, do primeiro beijo, do primeiro encontro as escondidas, de ir embora de uma festa quando desse meia noite.

Outros sentem saudades estranhas, latejam por aqueles braços e abraços que foram dados sem despedidas certas e acabadas.

Outros ainda, sentem saudades das coisas que deixaram passar ou até de quem não tiveram, mas quiseram muito ter e a oportunidade, o momento, o tempo não bateu, o sino não tocou e hora não chegou.

Acredito naqueles que sentem saudades sem motivos, sem fim, sem explicação. É uma sensação rara, que só invade quem viveu intensamente, quem teve motivos pra ficar feliz, que aproveitou de fato o que lhe chegava no momento presente.

Saudade é provocar uma inquietude, é um querer sem querer e uma vontade de resgatar o que já foi.

Mas o passo já não é uma blusa velha, que já não cabe mais em ninguém? Por que, então, caberia em você?

Você já se desfez do que não ''usa mais''? Até quando vai ficar agarrado ao que já não usa e ao que já não quer? 

Passado é a mania de guardar lembranças velhas, empoeiradas, sujas e sem sentido!

Fantasmas existem para quem não ter coragem de lutar contra os próprios medos. Se o momento lhe exige, diga não, não volte atrás, não use aquela velha roupa lhe caía tão bem há dois anos atrás, mas que hoje, lhe fica pequena. Não preenche todos os seus espaços, todos os seus vazios, todos os seus desejos e sonhos.

Jogue pro passado, tudo aquilo que não lhe serve mais! Limpe a sua alma, acreditando no presente e sinta-se mais leve!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pensamentos soltos...

É curioso como não sei dizer nada a respeito disso, já parei, já pensei e só o que consigo dizer é: tudo bem, vou poder ir, estou bem, estou bem comigo mesma, não me resta mais preocupações. Quer dizer, sei-o bem, mas não sei como dizer. Tudo o que digo parece que falta. Tudo o que digo, parece que não completa. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Isso me deixa um pouco aliviada, pois estou forte, estou madura, estou segura de mim mesma e dos meus sentimentos. Só me resta um porém: E durante? Durante como vou me sentir? como vou estar? Bom, mulher tem mesmo dessas coisas de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver o que acontece e isso gera um friozinho na barriga incalculável. A gente paga mesmo pra ver. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem "E se eu fosse?''. Pronto, a gente vai! vai e enquanto não for, ficaremos com essa pulga por detrás da orelha incomodando. Temos que enxergar que a gente completa o percurso e às vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, é fim de jogo pra você que foi do passado. Hoje as novas cartas são dadas e os novos jogadores estão na mesa. As vezes que saiu, não pode mais entrar. As vezes, quem saiu, só se pagar vai poder entrar. Vai pagar o preço de renovar o passado. Enquanto isso,  a gente enche o saco de sí mesma com ciúmes e saudades bobas.  Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar,  e dai já era.  Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita.
''Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar. Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei a mesmo pra sempre"