Pelo breve, mas intenso e caloroso tempo em que nos conhecemos é que estou escrevendo.
Não quero (e nem preciso) esconder o que guardo de bom para as pessoas. Acredito que afeto (e outros sentimentos tão bons quanto) é algo que não se transfere.
Não é repassado de uma pessoa para outra. Assim como tudo o que a gente vive, nada se repete, por mais que aquilo possa parecer comum e passível de repetição.
Nesse breve, mas intenso, tempo em que nos encontramos durante algumas tardes e noites, sempre mencionamos sobre o passado um do outro. Eu preferi assim e acho que você também.
Considerei isso como uma forma de agregar valor a nova relação.. o que sofri (mas não o que vivi) antes de te conhecer e o que você viveu, o que você já sofreu antes de nos conhercermos.
Acredito que toda novidade traz consigo uma nova chance de ser feliz e não acho justo depositarmos em outras pessoas a mágoa por algo anteriormente não ter acontecido da forma que esperávamos (ou desejávamos).
Amores mal resolvidos, cartas jogadas ao vento, poemas disfeitos, tudo jogado lixo por conta de algo que se perdeu, não pode e não deve influenciar em um novo momento.
Pouco me importa os outros relacionamentos que “não deram certo”. Minha vida segue pra frente e ter medo do que já passou parece não fazer sentido.
O presente está a nossa frente, e depende de nós pra ser vivido, se apegar ao passado nos deixa pausado no tempo, de forma que não andamos pra tras, por ser impossivel voltar e tamb''em não andamos pra frente, por ficarmos estáticos, imobilizados epnsando em um furturo sonho irreal.
Tudo estava vai aos poucos. Devagar. Como se tudo quisesse já chegar onde se guardam os melhores sentimentos que temos pelos outros. Sempre Quis ir além do olhar, das mãos se encontrando, dos abraços apertados, dos beijos calmos, da paz que eu sento quando você me toca.
Adoro viver sem temer e fechar os olhos, apenas me entregando aos bons momentos que tímos
Mas hoje, ao ler você e saber que eu carregava o nome de uma pessoa com quem se relacionou, me fez pensar: que falta de sorte. Minha e tua. Infeliz coincidência. Naquele momento fiquei sem sentir. Você dizendo que não me emprestaria o filme, os quadrinhos ou até um pedacinho da sua vida devido a um trauma - por algo que ainda parece estar mal resolvido.
Me senti comparada a uma experiência ruim que você viveu. E não era assim que eu me considerava pra você. O meu intuito, desde o início, foi de te levar sorrisos e um pouco de alegria e não lembranças de algo que ainda esteja machucando você.
Não cheguei em sua vida para substituir ninguém - esse nunca foi o intuito. O que aconteceu hoje e seu silêncio em resposta a algumas demonstrações de afeto me fizeram ver que pode não ser a hora. Nem pra mim, nem pra você.
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